BRASIL, Sudeste, SANTOS, Mulher, de 26 a 35 anos

 

   

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Quebra-galho

Esses dias, eu estava pensando em começar a procurar outro emprego. Não que eu não goste do meu, muito pelo contrário. Gosto da área, dos chefes, dos colegas e a empresa em que trabalho é bem conceituada, nome de peso no currículo. Sabe quando você fala “eu trabalho em tal lugar” e todo mundo acha o máximo? Pois é.

 

 

O problema é q meu salário está longe de ser o que eu preciso e mereço. Os aumentos de salários estão veementemente proibidos esse ano (política de redução de custos por causa da crise financeira mundial), o que significa que não dá nem pra fazer uma alusão a algo do tipo pro chefe. Então, como diz o velho ditado, os incomodados que se mudem.

 

Pra começar, tento atualizar meu currículo. Nunca foi tão difícil essa parte.

Eu simplesmente não sei o que colocar na descrição das minhas funções. A coisa aqui no serviço funciona da seguinte maneira: uma lâmpada queimou? Chama a Gabriella. Precisa fazer um levantamento de indicadores de performance a pedido da Presidência? A Gabriella faz. Acabou a caneta bic? Gabi providencia. Plano de ação para redução de custos? Adivinhem: Gabriella, claro. Alguém precisa falar com o big boss e ele não está? Passa pra Gabi. Projeto de padronização de processos entre filiais? Gabriella Gomes! Arrumar o armário de material de escritório? Também é com ela.

 

Tudo eu, tudo eu, tudo eu! Tudo que é batata quente e que não tem dono, a galera joga no meu colo. Como é que eu descrevo isso no currículo?

 Se alguém aí souber de uma vaga de quebra-galho, eu estou me candidatando.



Escrito por Gabi às 19h01
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Degringolando

A coisa funciona assim. O cara é um doce, uma fofura, uma belezoca. Te liga sempre, nunca deixa de te atender, não pisa na bola, é um amor, o genro que mamãe pediu a Deus. Insiste em conhecer sua família, te trata como se você fosse a melhor mulher que ele já pegou na vida. Canta musiquinhas românticas pra você, te dá presente, te apresenta pra família inteira.

Aí um dia ele te leva pra jantar num restaurante chiquérrimo, te faz um pedido de namoro mega romântico e você, que relutava em assumir compromisso com quem quer que fosse, estava traumatizada pelo relacionamento anterior e queria ficar solteira por pelo menos mais 57 anos, aceita sem hesitar. E ainda emocionada, só pra ficar mais patético.

E ele continua fofo. Até que, entre uma fofurinha aqui e uma doçurinha ali, acontecem umas coisinhas.

A chefe dele liga num domingo à tarde pra perguntar como foi o dia dele. E, pior, ele combina de ligar pra ela mais tarde, num horário que coincidentemente você não estará por perto.

Uma bitch qualquer manda mensagens pra ele numa sexta-feira de madrugada pra perguntar o que ele está fazendo. E é claro que ele diz que não tem nada a ver, é só uma amiga do trabalho que está meio carente. (A-hã!)

E aí você liga esse episódio com um outro, em que vocês falavam de amenidades no carro e ele de repente solta que já pegou várias da empresa.

Papo vai, papo vem, ele te diz que atualizou o status no orkut, colocou que está te namorando. Você vai lá, atualiza o seu tb, deixa um recadinho pra ele e resolve dar uma olhadinha nas fotos. Então, você vê uma foto em que ele está abraçado numas amigas (todas com cara de quenga, é bom frisar) com a seguinte legenda: "minhas meninas de Campinas". (Pausa para engolir em seco).

Detalhe: as "meninas" são da divisão da empresa que fica na tal cidade (e nem é lá que ele trabalha!). Considerando que é uma multinacional, se ele resolver ter "meninas" em cada filial, eu estou perdida.

Alguém pode me sugerir uma maneira melhor de pedir pra ele trocar a legenda do que "ARRUME AQUELA PORRA ANTES QUE EU ARRUME UNS MENINOS PRA CHAMAR DE MEUS?!"

Eu agradeço. Até porque ele teria que ser muito rápido. Arrumar os meninos pra chamar de meus não demoraria nem meio minuto.



Escrito por Gabi às 15h30
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Pequeno lapso

Sabe o que acontece quando você é uma pessoa altamente distraída, avoada, alienada? Tipo uma anta mesmo? Você manda email pro seu gerente, nível máximo de hierarquia dentro do setor, chamando ele de gatinho.

Não, jamais estive a fim dele. Calma, explico.

Recapitulemos um fato ocorrido semanas atrás. Onde eu trabalho são bloqueados todos os tipos de programas de bate-papo: MSN, Skype, Google Talk e afins. Antes até tínhamos o pré-histórico ICQ para comunicação interna, mas este também foi abolido.

O que resta, então, para conversar com as amigas e o ficante/peguete/seiláoqqeleémeu? Email.

Email vai, email vem, me embananei com as várias janelas do gmail abertas e acabei enviando por engano pra ele (o seilaoqqeleémeu) uma conversa em que eu falava, entre outras coisas, dele!. É isso mesmo, ele leu as minhas mais íntimas confidências sobre ele próprio. Bom, quando eu me dei conta da merda, fiquei nervosa, gelada, ria como louca, chorava, até a minha gastrite deu o ar da graça tamanho foi o nervoso. Claro, comecinho de relação, ninguém quer se expor, mas enfim... No fim das contas ele fingiu que não leu, eu fingi que acreditei e ficou tudo bem.

Depois dessa, era pra eu ficar mais esperta. Era.

Hoje o seilaoqqeleémeu me manda um email com um vídeo engraçado. Como valia a pena, resolvi passar adiante. Como ainda não havíamos nos falado hoje, decidi, antes, responder pra ele com um simpático e carinhoso texto: "Oi, gatinho, tudo bem? Bom dia pra vc, beijinho."

Ok, resposta enviada, hora de encaminhar o vídeo engraçado. Nos destinatários, a galera que normalmente também me manda emails engraçados: minha tia, meu tio, uns amigos, uns colegas e ex-colegas de trabalho, umas primas e dois chefes.

E eis que recebo a primeira resposta de um colega de trabalho: "Oi, gatinha. Você só esqueceu o anexo."

Hein?! Gatinha?!

 Eu encaminhei o simpático e carinhoso texto pra todo mundo. Inclusive pros meus dois chefes. Um deles eu já avisei, o outro está fora do escritório, em treinamento, incomunicável. Casado, dois filhos, quase 50 anos, um senhor muito distinto e respeitável. Fico imaginando a cara dele quando abrir o meu email: "Oi, gatinho, tudo bem? Bom dia pra vc, beijinho."

Tsc, tsc...

 



Escrito por Gabi às 14h39
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Consumindo

A TPM me rendeu ontem:

 

*Um casaquinho de tricô quentinho, gostoso, lindo e confortável

*Uma blusa de malha estilosa e de-babar

*Um baby doll sensualíssimo

*Um conjunto de calcinha e sutiã sofisticado e sexy

*Uma calça jeans de caimento perfeito

*A tentação alucinada de comprar uma jaqueta que vai arrombar o meu orçamento (alguém me segura pra eu não voltar no shopping hoje, plis)

*A próxima fatura do cartão de crédito bombando.

 

Mas eu precisava de tudo isso.

Quer dizer, da fatura do cartão bombando eu não precisava, não... Mas da jaqueta eu continuo precisando (me segurem)!

 

 



Escrito por Gabi às 10h03
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Sexta!

Amo sextas. Sempre acordo com um ânimo descomunal. Normalmente minhas sextas começam com lápis preto nos olhos e escova no cabelo às 6 da manhã! Levanto da cama toda alegre, cheia de vigor e grandes expectativas.

Agora, sabe o que faz uma sexta-feira ficar triste? Levantar (mega atrasada, mesmo depois de ter ido dormir às nove da noite) e em vez de pensar "uhuuuu sexta!", pensar "que puta dor-de-cabeça!".

Sabe o que é isso? T-P-M. Isso faz uma sexta ficar sombria: querer sair pra tomar todas e sentir que você vai tomar mesmo é a caixa toda de tylenol e ainda assim a enxaqueca vai te empurrar pra cama. A cabeça cada hora lateja de um lado diferente. O sono é tanto que eu mal consigo me mexer e, se eu tento me movimentar com uma velocidade um pouquinho maior, dá tontura.

%$#@&%@#$$#%@!!!!!!!

Homem não faz a mínima idéia do que é isso, mas eu tenho um bom comparativo: ressaca. Mas não uma qualquer, é tipo uma puta ressaca de vodka barata, sabe como é? O estômago indo e vindo, a tontura, a dor latejante e a sensação de que a cabeça está oca... igualzinho. Mas eu preferia mil vezes a ressaca.

Pensando bem, vou reunir todas as minhas forças aqui e correr pro bar assim que bater 18 horas. Aí, amanhã eu sofro de ressaca em vez de TPM. Bem melhor, não?



Escrito por Gabi às 17h49
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Descendo do salto

Modéstia de lado, eu sempre me arrumei muito bem. Mas sabe quando você cansa de viver no salto? Ah, cansei, principalmente pra vir trabalhar. Hoje eu olhei pra mim e pensei "eu não podia estar mais desconjuntada", mas também nem me importei. 

Não havia nenhuma calça do uniforme limpa, então resolvi colocar uma preta mesmo (o uniforme é azul). O resto é do uniforme: camisa azul, blazer azul e... tênis. É, blazer e tênis! E daí?

 

Experimente andar de salto, ainda que baixo, uma única vez em meio a paralelepípedos e trilhos de trem enlameados com uma mistura altamente fétida e escorregadia de barro, água de chuva e soja. Experimente perder o salto no meio desses paralelepípedos e afundar o pé nessa lama. Você nunca mais vai querer pisar nesse mesmo local com qualquer pedacinho do pé nu.

Quem mora em Santos ou pelo menos conhece o nosso porto sabe do que estou falando. É, eu trabalho no porto.

 

Acho que eu nunca me importei tão pouco com a coerência da vestimenta, especialmente para trabalhar. Sempre fui super antenada na moda, preocupadíssima com estilo, tendência, elegância. Mas quando se trabalha na área portuária, num terminal de contêineres, fica difícil manter a classe.

 

Ainda assim estou cheia de colegas de trabalho que não descem do salto alto. Não sei como conseguem. Sem contar a pena de ver um Schutz que custou umas duzentas pratas todo cheio de lama. Meu coração não agüenta.

 

Eu prefiro o tênis e não to nem aí ó... E pra completar, substituí a bolsa por uma mochila. Ninguém merece carregar num ombro só a roupa da ginástica (o que inclui calça, camiseta, top, meias, toalha e garrafinha com shake), guarda-chuva, marmita com lanchinho, fora todo aquele mundo de coisas que normalmente já fazem parte de toda bolsa de mulher.

 

Estou super confortável na minha breguice.

 

Ps.: O texto azul é pra combinar com o uniforme. Alguma coisa tem que combinar né...



Escrito por Gabi às 10h48
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A mais temida

Sabe quando você ouve que passou um ciclone no estado ou país vizinho e pensa “Nossa, e se chegar aqui?”. Você pensa, mas não se prepara. Otimismo, esperança, negação do inevitável? Talvez. No fundo, a gente sempre acha que, seja lá por que motivo, somos imunes. A gente nunca acredita no pior. Aí um dia o ciclone passa, arrasador, na sua porta.

O ciclone que passou aqui do meu lado ontem tem nome e é famoso: Crise.

 

Desde o começo do ano eu ouvia que a empresa x fez corte de pessoal, que a empresa y demitiu cem pessoas, a z demitiu oitenta e por aí vai... Empresas da área que eu trabalho, Comércio Exterior. Alguém consegue imaginar que área pode sofrer mais com uma crise financeira mundial do que essa?

Mas onde eu trabalho, de acordo com o discurso da Presidência, nós estávamos garantidos. Até ontem.

 

Foi bem doloroso ver vários colegas sendo chamados, um a um, para entrar numa sala de onde sairiam com a demissão na mão. Pais e mães de família, pessoas com mais de dez anos de casa. Um clima péssimo, todos chorando, os que iam e os que ficavam. E a cada um que saía da sala, o coração acelerava:”será que agora sou eu?” A cada telefonema interno, a cada passada no corredor, descobríamos mais demitidos em outros setores, nos outros prédios. Tensão generalizada. Nunca havia passado por algo parecido.

 

Bem, eu fui uma das que fiquei. Pelo menos por enquanto. Fiquei bem mal, me estragou o dia, cheguei em casa chorando. Não quero passar por isso de novo.



Escrito por Gabi às 16h09
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Mais uma!

Hoje nasceu mais uma mulher na família. Ariana como eu, vai ter o sangue quente. Em todos os sentidos. Adóro !  Se bem que, vindo dessa minha família, pode ser do signo que for, que o sangue é sempre quente.

Nunca vi família pra ter tanta mulher. E a maioria, como diria um amigo meu que conhece boa parte dessa mulherada, anos-luz à frente do seu tempo. Todas meio malucas, cada uma com os seus problemas, mas tudo mulher forte. Tenho um puta orgulho disso!

Bem-vinda, Laura!



Escrito por Gabi às 16h48
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Prazer, Gabi.

 

  

A foto é só para me apresentar. Não se preocupem, esse blog jamais será uma ode à minha imagem.

 



Escrito por Gabi às 11h09
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Banheiro de empregada

Uma rodinha de homens no corredor da empresa. Três casados e um quase.

- Olha, meu amigo, pensa bem. Você nem imagina o que é ser casado. Sabe o que é não ter liberdade nem pra usar o banheiro da tua própria casa? Isso é vida de casado.

- Pode ter certeza! Já vou até avisando: se ela colocar toalha enfeitada no banheiro, nunca use. Outro dia eu chego no banheiro, tem uma toalha pendurada lá cheia de fitinhas. Eu ainda pensei em pegar outra porque aquele monte de fitas ia me arranhar inteiro, mas deixei pra lá. Quando ela viu que eu tinha usado, quase me matou. Parece que existe toalha de enfeite e toalha pra usar, agora não me pergunte o porquê.

-Essa é boa! Existe toalha pra enfeitar o banheiro? Isso não faz o menor sentido!

-Eu já nem entro no banheiro social. Prefiro evitar dor-de-cabeça, aí uso o dos fundos. Levo o meu jornal, fico lá sossegado, ninguém me enche.

-É melhor mesmo, se tiver banheiro de empregada, use esse.

-Ah, e se ela começar a meter o pau no irmão ou qualquer outra pessoa da família dela, não fale nada. Se ela vier falando pra você que “o fulano não vale nada”, escute calado, não faça movimentos de concordância com a cabeça e nem ouse soltar um “é verdade” porque aí ela vai começar a xingar a sua família. E você. Porque você não tinha nada que falar mal da família dela e a sua também não vale nada!

- E tome muito cuidado com o monte de porta-pós que ela vai espalhar pela casa. A gente nunca repara nessas coisas e sai derrubando tudo. Preste atenção pra não quebrar nada se não quiser vê-la virar bicho.
(Ouvindo a conversa, por dedução, descobri que porta-pós seriam os enfeites, obras de arte, vasos, etc)

-Outro dia eu fui pegar a escova de dentes e o porta-escovas acabou quebrando na minha mão. Lá da sala, ela ouviu o barulho e reclamou que eu tinha quebrado o bendito porta-escovas. Só pelo barulho!

-Ah tem isso também: elas têm um faro incrível pra descobrir as merdas que você faz.

-Eu fiquei tão puto que derrubei todo o resto dos trecos que ela deixa lá em cima da pia. Só pra provocar!

-Por isso que eu digo que casamento é provocação.

- Por isso que eu só uso o banheiro de empregada.



Escrito por Gabi às 08h36
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